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Vilar Maior
A povoação estende-se pelo topo e encosta dum cabeço com 770 m de altitude, o que lhe permite deter uma óptima situação estratégica. A origem recua à pré-história, sobretudo à Idade do Bronze, altura em que se terá instalado aqui uma comunidade. Deste período já foram identificados vestígios cerâmicos e uma espada de cobre. Na época romana o povoado Ter-se-á desenvolvido sobretudo pela encosta sul. Durante o Séc. XII, com o repovoamento da região de Riba Côa por parte da Coroa Leonesa, a povoação reanima-se. Afonso IX de Leão concede-lhe a primeira Carta de Povoamento. Mais tarde, em 1297 é integrada no território português pelo Tratado de Alcanizes. D. Dinis confirma o anterior Foral e efectua obras de restauro na fortificação, construindo uma torre de menagem adossada à cidadela primitiva.
Na representação feita por Duarte D´Armas (1509), observa-se que o arrabalde já se tinha desenvolvido e a cerca medieval apresentava já avançado estado de ruína. O conselho de Vilar Maior foi extinto em 1855, a par do de Sortelha. O casario da povoação encontra-se actualmente disperso pela encosta e pelo vale do rio Cesarão, vigiado pelo castelo do séc. XIII. Da antiga cerca defensiva, actualmente destruída, ainda resta uma porta e alguns traços da muralha, nomeadamente no Museu local. As ruínas da antiga Igreja de santa Maria do Castelo, a actual Igreja matriz de S. Pedro, a Igreja Da Misericórdia e a Capela de São Sebastião são exemplos importantes da arquitectura sacra na povoação. O pelourinho, os antigos paços do conselho e a respectivas prisão demonstram que esta povoação foi importante centro administrativo e militar.
O aglomerado encontra-se inserido numa região de profunda riqueza natural. Localizada entre duas ribeiras, no ponto de confluência com o Côa, possui uma qualidade paisagística excepcional. Este valor natural é complementado pela existência de uma mata de carvalhal negral classificada. Em meados de setembro, realiza-se a festa do Divino Senhor dos aflitos, onde também se comemora a presença dos familiares emigrados. Fonte: Câmara Municipal do Sabugal
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